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Gaeco prende 48 pessoas durante ação contra a atuação do PCC

Data da publicação: 19/04/2017 à00 10:11


Contas bancárias foram bloqueadas e diversas linhas telefônicas obstruídas

Correio do Estado
 
 
(Foto: Juliene Katayama/G1 MS)(Foto: Juliene Katayama/G1 MS)

Operação Desdita, deflagrada hoje pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), prendeu 48 pessoas ligadas a ações da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no Estado.

Promotores, equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Diretoria de Inteligência (Dintel) cumpriram 24 mandados de prisão preventiva em Campo Grande, Dourados, Naviraí, Brasilândia e Ponta Porã.

Alguns dos mandados foram cumpridos em unidades prisionais do Estado, entre eles o Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, na Capital.

A ação aconteceu para tentar desarticular o comando da facção em Mato Grosso do Sul, que age principalmente no tráfico de drogas. Os crimes cometidos ainda envolvem associação para o tráfico, roubo, homicídios dentro e fora dos presídios, sequestro e comércio de armas de fogo.

O Ministério Público Estadual não divulgou todos os detalhes da operação, apenas identificou que no trabalho foram apreendidas 10 armas de grosso calibre, milhares de reais e grande quantidade de maconha e pasta-base de cocaína, ainda foram recuperados quatro veículos furtados/roubados, houve também bloqueio de 42 contas bancárias usadas pela organização criminosa e o sequestro de valores que estavam depositados nelas.

 
Policiais entram no presídio feminino de Campo Grande. Foto: Renan Nucci/Correio do EstadoPoliciais entram no presídio feminino de Campo Grande. Foto: Renan Nucci/Correio do Estado

O trabalho envolveu a interrupção na comunicação de integrantes do PCC com o bloqueio de 94 terminais de telefonia celular.

Os mandados foram expedidos pelo juiz da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, Mário José Esbalqueiro Júnior.

A investigação que resultou na operação realizada hoje teve início ano passado, conforme divulgou o Gaeco. "Visando ao combate do PCC, o Gaeco tem atuado de maneira incisiva ao longo dos anos. No ano de 2016, foi desenvolvida, com o apoio da Polícia Militar, uma investigação que teve por objetivo identificar as principais lideranças e desarticular a organização criminosa na prática de crimes atentatórios à ordem pública", informou.

IDENTIFICAÇÃO DE LÍDERES

O comando da facção criminosa em Mato Grosso do Sul já foi identificado e o resultado disso foi a denúncia contra nove pessoas.

Como parte do combate ao grupo é separar esses líderes, no começo deste ano alguns foram transferidos para presídios federais.

A lista de transferência tem os nomes de Antonio Marcos dos Anjos Silva, vulgo "Da Leste"; Diego Freitas Leite, vulgo "Lendário"; Francivaldo Rodrigues Lima, vulgo "Pantaneiro"; Nilton Cezar Antunes Veron, vulgo "Cezinha"; Rui Ederson da Silva Fernandes, vulgo "Veloster"; e Rogério dos Santos Costa, vulgo "Armagedon".

ATENTADOS

Mesmo com esse combate, os criminosos tentaram organizar atentados a integrantes da segurança pública do Estado, mas os planos foram frustrados. Um dos responsáveis por planejar esses ataques foi identificado como Sandro Serafim Natal, vulgo "Barba", preso em 31 de dezembro do ano passado.


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