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Comunidade bloqueou acesso ao Banco do Brasil em Tacuru

Data da publicação: 14/11/2017 à00 08:23


 (Fotos: Skala Produções)

Comerciantes, produtores rurais e representantes da sociedade local bloquearam na segunda-feira, 13 de novembro, o total acesso à agência do Banco do Brasil, em Tacuru.

Os manifestantes usaram máquinas agrícolas, caminhões e inclusive correntes com cadeados para lacrar as portas e impedir o acesso de funcionários ao interior agência e inclusive de usuários ao setor de caixas eletrônicos.

O objetivo, segundo a coordenação do manifesto é forçar a direção da instituição bancária a se mobilizar para restabelecer os serviços à população.

Segundo os manifestantes desde o dia 25 de setembro, quando alguns funcionários foram afastados para apurar supostas irregularidades, a agência do Banco do Brasil local funciona somente com expediente interno, fator que estaria causando prejuízos a comerciantes, produtores rurais e a população em geral, segundo ressaltou recentemente o presidente da Câmara Municipal local, Anderson Marques, o "Som".

No dia 30 de novembro foi realizada uma reunião com a participação de representantes da classe empresarial, rural e autoridades do município e representantes do Banco do Brasil, para discutir a questão, mas nenhuma solução foi adotada para restabelecer o atendimento à população tacuruense, fator que gerou indignação aos munícipes.

Segundo a classe empresarial local, apenas serviços de caixa eletrônico estão sendo realizados na agência do município, fator que vem causando grandes prejuízos a população em geral e inclusive ao comércio, em Tacuru.

 (Fotos: Skala Produções)

Produtores rurais também estão sendo afetados, tendo em vista que o município de Tacuru contra com vários assentamentos rurais e os agricultores familiares dependem do Banco do Brasil local para movimentarem seus negócios e inclusive terem acesso a linhas de créditos para o setor.

Hoje quem reside ou tem negócios em tacuru e precisar de atendimento do Banco do Brasil tem que se deslocar até Sete Quedas, a 45 quilômetros ou a Amambai, a 70 quilômetros.

"Além da perda de tempo e o gasto com as viagens, nem sempre as pessoas conseguem o atendimento necessário ao procurar agências em outros municípios. Além do comércio temos aqui em Tacuru assentamentos rurais e comunidades indígenas que dependem do Banco do Brasil para contrair recursos de programas federais e hoje estão impedidos de buscarem ao que tem direito por falta de atendimento na agência", disse o prefeito de Tacuru, Carlos Alberto Pelegrini, o "Carlinhos".

A sociedade tacuruense quer, com a realização da manifestação dessa segunda-feira, despertar diretores da instituição bancária e autoridades estaduais e federais para o problema, visando angariar apoio para uma solução urgente.

No final da tarde desse segunda-feira os manifestantes receberam informação que a agência só deverá ser reaberta para atendimento ao público no ano que vem.

 
 
 
 
Fonte:Assessoria.

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