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Polícia Civil elucida morte de capataz de fazenda em Amambai

Data da publicação: 14/11/2017 à00 10:21


A Polícia Civil elucidou na tarde de sexta-feira, 10 de novembro, a morte do capataz de fazenda Flori Pereira Balta, de 61 anos ocorrida no final da tarde dessa quinta-feira, dia 9, na zona rural do município, em Amambai.

Flori teve os pés amarrados com o próprio cinto que usava em uma cerca de arame e foi assassinado com golpes de pauladas na cabeça, a cerca de mil metros da casa da fazenda onde morava, situada às margens da "Estrada Velha de Iguatemi", a cerca de 30 quilômetros da cidade.

Próximo ao corpo a polícia encontrou um Fiat Uno queimado e cerca de 800 metros adiante, atolado em um banco de areia, o pick-up Fiat Strada da vítima.

 

Detenção dos suspeitos e elucidação do crime

No decorrer de sexta-feira, (10) populares localizaram dois indivíduos suspeitos trafegando a pé e de forma suspeita pela região onde ocorreu o assassinato, que chocou, tanto a comunidade rural, com urbana de Amambai, realizaram a detenção e entregaram a dupla à Polícia Militar.

O latrocínio (roubo seguido de morte) começou a ser desvendado quando a dupla foi entregue na Delegacia de Polícia Civil, em Amambai.

De posse dos levantamentos realizados no local do crime pelos investigadores, inclusive com a comparação de rastros dos calçados, que batiam com os dos então suspeitos detidos, os dois indivíduos confessaram o assassinato de Flori e passaram à Polícia Civil, detalhes de como ocorreram os fatos.

Segundo a polícia, Sandro Salinas, de 23 anos, que é paraguaio descendente de indígena e morador na aldeia Taquapery, em Coronel Sapucaia e Pedro Rodrigues Gonçalves, de 19 anos, paraguaio e residente em Capitan Bado, cidade paraguaia que faz divisa com Coronel Sapucaia, no Brasil, teriam relatado que estavam visitando parentes na cidade de Iguatemi quando, na manhã dessa quinta-feira (9), Pedro teria pegado o Fiat Uno cor prata de seu tio para, segundo eles "dar um rolé" na cidade.

Durante a volta pela cidade, Pedro teria decidido, segundo Sandro Salinas, seguir com o carro para a cidade de Coronel Sapucaia, porém escolheram vir pela estrada de chão que liga a MS-295, região das Sete Placas, em Iguatemi a MS-156, na região conhecida com "Bila", em Amambai.

Segundo relatou Salinas à policia, ao passar pela entrada da fazenda onde a vítima residia e trabalhava, teria acabado a gasolina do Uno.

Momentos após Flori Balta teria saído da propriedade rural com seu Fiat Strada. A dupla teria abordado o capataz e pedido gasolina.

Flori teria dito que não havia como retirar o combustível do tanque do pick-up por conta de uma peneira que tem no local, mas que estava vindo à cidade de Amambai e iria trazer gasolina e poderia arrumar para a dupla, caso eles ainda estivessem aguardando.

Tempos depois que Flori teria deixado o local, passou pela estrada um Gol cor branca. A dupla teria abordado o carro e também pedido gasolina, foi quando o condutor teria afirmado que iria a uma fazenda e traria combustível.

Após o Gol deixar o local, também teria passado uma caminhonete F-250 cor preta, que seguiu na mesma direção do Gol.

Tempos mais tarde a caminhonete e o Gol retornaram juntos e, desconfiados, Sandro Salinas e Pedro Rodrigues teriam se escondido em uma moita.

Segundo relatou um dos indivíduos presos, do Gol teria descido o motorista e da caminhonete dois homens, um deles com uma arma de fogo na mão (na região houve casos de furtos, que mesmo sem vê-los, teriam gritado e posteriormente ateado fogo no Uno.

Segundo a dupla, após atear fogo no carro os homens ficaram por ali mais um certo tempo, posteriormente deixaram o local.

Nesse momento Pedro e Salinas teriam saído do local em que estavam escondidos e tentado apagar o fogo no Uno jogando areia, mas a tentativa foi em vão, o veículo acabou destruído pelas chamas.

Segundo Sandro Salinas, ao ver o carro do tio destruído pelo fogo, Pedro Rodrigues, que já estava alterado por ter feito uso de maconha, teria ficado mais nervoso ainda e falado ao comparsa, "vamos tomar um carro para seguir até Coronel Sapucaia".

Neste instante eles teriam retornado até a moita onde já haviam se escondido anteriormente, para montar uma suposta "tocaia".

Por volta das 17h de quinta-feira, a vítima, Flori Balta, retornou da cidade. Segundo Sandro Salinas ele passou direto pelo Uno queimado, parou o carro no portão da fazenda onde reside, abriu a porteira, passou o veículo e ao descer do carro para fechar, Pedro teria saído correndo do local onde estava escondido, pegado o pedaço de madeira, chegado por trás do capataz e desferido um primeiro golpe.

Com a paulada a vítima, que supostamente nem teria visto o agressor, teria caído, mas mesmo assim Pedro teria continuado a desferir golpes na cabeça do capataz.

Após vários golpes, Pedro teria ordenado que Salinas o ajudasse a arrastar Flori até uma cerca de arame onde tirou o cinto da vítima e amarrou os pés do capataz nos fios de arame liso.

Depois de agredir Flori, possivelmente até a morte, Pedro teria assumido o volante do carro da vítima e deixado o local, segundo Salinas, com o objetivo de se deslocar até Coronel Sapucaia, mas logo em seguida acabaram encalhando o pick-up Strada em um areão.

Segundo Sandro, momentos depois de atolar o veículo, passou pelo local um cavaleiro. Eles pediram ajuda para desatolar o Strada, mas desconfiado, o cavaleiro, que seria residente em uma fazenda da região, teria se recusado a ajudar.

Sem conseguir desatolar o veículo, os acusados teriam se deslocado até uma fazenda distante cerca de um quilômetro do local, onde tinha um trator e pedido para o tratorista puxar o Fiat Strada, mas também desconfiado, o tratorista teria se negado, dizendo que o trator estava estragado.

Em ato contínuo eles teriam pedido pouso na mesma propriedade, mas como também lhes foi negado, eles decidiram seguir a pé para Coronel Sapucaia.

Na manhã de sexta-feira (10), após quilômetros caminhados, a dupla disse ter sido abordada por um grupo de pessoas que estavam em veículos, onde foram amarrados, agredidos e depois entregues à Polícia Militar.

Segundo o delegado encarregado pelo caso, Dr. Fabrício Dias dos Santos, diante da confissão da dupla e as provas técnicas levantadas pela equipe de investigação, Sandro Salinas e Pedro Rodrigues Gonçalves, foram autuados em flagrante pelo crime de latrocínio.

A Polícia Civil continua atuando no caso. O objetivo é saber a origem real do Fiat Uno que estava em poder da dupla, entre outros pormenores relacionados ao caso.

Segundo a Polícia Civil, por medida de segurança, já que o crime gerou grande clamor público na sociedade amambaiense, os acusados seriam removidos ainda na sexta-feira da Delegacia de Polícia em Amambai.

 

Fonte:Assessoria.

 
 
 
 
 

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