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"Ela era muito bruta", diz homem que matou esposa e a escondeu no sofá

Data da publicação: 06/12/2017 à00 10:57


Eduardo, de roupa branca. - Foto: Luana Rodrigues / Portal Correio do Estado

O acusado de matar e esconder o corpo de Aparecida Anuanny Martins de Oliveira, então com 18 anos, em sofá, em 2007, disse que jovem era muito bruta. Em depoimento nesta terça-feira (5), na Santa Casa de Campo Grande, Eduardo Dias Campo Neto, de 35 anos, declarou ao juiz e ao promotor que cuidam do caso que "eles não conheciam a vítima".

"Vocês não conheceram ela, ela era muito bruta. No dia ela chegou em casa 7h da manhã, cuspiu em mim, deu um tapa na minha cara, pediu para eu deixar marcas para que pudesse me denunciar e disse que o filho não era meu", declarou.

Com câncer no quadril e na costela, ele foi ouvido de forma inédita na unidade hospitalar durante 40 minutos pelo juiz Aluízio Pereira de Santos, acompanhado do promotor Douglas Oldegardo, e do advogado de defesa José Roberto Rodrigues da Rosa. O depoimento foi acompanhado com exclusividade pelo Portal Correio do Estado.

Eduardo foi preso no dia 10 de agosto no Paraguai, ele estava trabalhando em um fazenda e formou outra família no país vizinho. O réu relatou que estava casado há três anos e que o relacionamento era marcado por muitas brigas. Alegou que a esposa estava com outro homem e o "provocava", passando de moto na garupa de moto que era do novo namorado.

"Eu dei uma chave de braço nela. Ela se debateu por três minutos e desfaleceu. Em casa tinha um sofá-cama que eu brincava com a criança (filho do casal) e ficava sempre aberto, coloquei ela dentro do sofá", confessou.

No processo consta que a vítima teria sido estrangulada, mas Eduardo nega e alega que Aparecida morreu com a chave de braço. Questionado sobre o motivo de ter escondido o corpo no sofá, ele alegou que não queria traumatizar o filho, na época com dois anos, e foi a primeira opção. "Ele estava com a avó brincando no condomínio, não queria que visse o corpo e escondi no sofá", destacou.

O réu afirmou que não contou para ninguém sobre o crime e ficou durante três dias rodando de carro pela cidade até que decidiu ir para o Paraguai. No país vizinho ele usava o nome de Fernando e disse em depoimento que desde fevereiro faz tratamento contra o câncer.

PROCESSO

O magistrado Aluízio Pereira de Santos afirmou que é inédito o depoimento de réu ser realizado em uma unidade de saúde, mas como Eduardo está internado há 75 dias e alegou que não poderia ir ao Fórum, ele decidiu ouvi-lo na Santa Casa.

"Resolvemos vir até para conhecer se o que a defesa alegou é realmente verdade, pois ele tem pedido reiterada vezes prisão domiciliar e eu tenho indeferido. Pelo o que eu pude perceber hoje, o caso não é tão grave", afirmou. O julgamento de Eduardo deve ser realizado em maio de 2018.

 
 
 
Fonte:Assessoria.

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