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Justiça decreta prisão de 11 integrantes do PCC acusados de executar jardineiro

Data da publicação: 19/01/2018 à00 15:55


Juiz em substituição legal na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, decretou a prisão preventiva de 11 integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), suspeitos de executarem por decapitação o jardineiro José Carlos Louveira Figueiredo, 41 anos, em novembro do ano passado.

De acordo com denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), os suspeitos sequestraram Figueiredo e seus filhos, de 8 e 16 anos, no dia 18 de novembro, em frente a um comércio no Jardim São Conrado. Eles foram mantidos em cárcere privado por dias e transportados para diferentes cativeiros na cidade.

Os menores de idade foram liberados três dias depois e o jardineiro fou mantido prisioneiro até ser sentenciado à morte em julgamento realizado pelo “Tribunal do Crime” do PCC.

Depois de ser interrogado e torturado, Figueiredo foi decapitado e o corpo e cabeça foram envoltos em um cobertor e sacos plásticos e jogados em diferentes pontos na região da Cachoeira do Inferninho.

Conforme o MPE, crime ocorreu em razão da vítima ter agredido anteriormente o filho de um dos suspeitos e devido à possível dele com o Comando Vermelho, facção rival ao PCC.

Os 11 suspeitos foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Juiz considerou presentes os requisitos legais e atendeu o pedido do delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homícidio (DEH), Marcio Obara, que representou pela prisão preventiva.

“É evidente que crimes desta natureza – homicídio doloso qualificado, ocultação de cadáver, sequestro, cárcere privado e organização criminosa – trazem em seu bojo inquietação e inseguração à sociedade, notadamente quando há notícia de que procedem de grupos criminosos como o Primeiro Comado da Capital, o que faz emerger o fundamento da ordem pública”, disse o magistrado ao decretar a prisão.

O processo tramitou em segredo de justiça e nomes dos suspeitos não foram divulgados.

 

Fonte:Assessoria.


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