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Em busca de vaga no grupo especial, escolas brilham na 1ª noite de desfile

Data da publicação: 13/02/2018 à00 09:29


O tema do Carnaval 2018 em Campo Grande é o aniversário de 40 anos da Capital, mas as escolas que inauguraram a avenida do samba nesta segunda-feira (12) decidiram ir além: homenagearam as quatro décadas desde a criação de Mato Grosso do Sul, completadas em 2017. A chuva que caiu pouco antes do desfile espantou parte do público, porém, não foi capaz de atrapalhar a primeira noite de festa, que contou com a apresentação de três agremiações que lutam por uma vaga no grupo especial.

Antes que as concorrentes entrassem em cena, a escola de samba mirim 'Herdeiros do Samba' forrou de brilho e simpatia a avenida. Com o enredo "Nas águas mergulhei, nas águas me lavei, nas águas me criei, das águas me alimentei, Mato Grosso do Sul admirei", a escola infantil deu boas-vindas ao público e deixou o recado de que a noite seria de encantos.  

Mas o espetáculo só começou pra valer por volta das 21h20 com uma pergunta retórica: "Tá vendo esse Estado aqui, moço? Nós ajudamos a construir". A escola de samba Unidos do Aero Rancho abriu a passarela levando o colorido do povo sul-mato-grossense. Em uma breve viagem ao processo de criação do Estado, a escola homenageou a todos os povos que, com suas culturas, ajudaram a construir a identidade de Mato Grosso do Sul.

Logo no abre alas, uma Maria Fumaça lembrou o trem rasgando as terras pantaneiras, dando início ao desenvolvimento do Estado. A agremiação mostrou que com os trilhos, também chegou o progresso e muitos imigrantes, entre eles os japoneses. A escola também homenageou a marinha brasileira, os sulistas, produtores de erva-mate, quilombolas e todo o povo campo-grandense.

Na briga por uma vaga no grupo especial, a Cinderela Tradição do José Abrão trouxe para a avenida a ave símbolo da escola, o beija-flor. O enredo "Nas asas do beija-flor, um celeiro de fartura cultural" foi uma homenagem ao ex-presidente da escola, Gilberto Corrêa Lopes, o Carioca, que morreu no ano passado, aos 61 anos. 

Com 11 alas e três carros, a escola também levou para a passarela do samba migrantes e imigrantes do Estado. Além de povos indígenas, personalidades históricas e lendas locais. Mas o destaque do desfile ficou mesmo com a comissão de frente, com os índios - donos da terra, em uma coreografia que surpreendeu o público. 

Já passava da meia-noite, quando a última escola entrou na avenida, a Unidos do Cruzeiro. O enredo "Nessa viagem de encantos mil, no coração do meu Brasil, hoje vou cantar arte cultura e personalidades de uma gente audaz", a escola homenageou os artistas sul-mato-grossenses. Gente que divulgou o Estado por meio da música, dança, arte, artesanato e teatro.

Na letra do samba e também em alegorias, a escola lembrou Ney Matogrosso, Zacarias Mourão, Luiza Brunet, Aracy Balabanian, David Cardoso, Rubens Correia, Helena Meireles, além dos índios kadiweus e Conceição dos Bugres. 

Curiosidade contada pouco antes do desfile é que os próprios integrantes da escola costuraram suas fantasias. Em pouco mais de meia-hora, a agremiação desfilou com cinco alas e dois carros alegóricos, além de mestre-sala e porta-bandeira. 

O desfile terminou sem maiores problemas. Nenhuma das escolas extrapolou o tempo máximo de 50 minutos. No entanto, o período que cada uma utilizou para cruzar a avenida não foi divulgado pela organização. Nem mesmo o público presente a Polícia Militar soube informar.

As escolas deixaram a avenida, mas a noite não estava nem perto do fim. Por volta de 1h, o grupo 'Só pra contraiar' subiu no palco na Praça do Papa e agitou quem aguaradava já debaixo de chuva. Com repertório que fez sucesso nos anos 90 e músicas atuais, o show embalou quem ainda tinha pique para virar a madrugada.

Para quem perdeu a primeira noite de desfiles, hoje entram na avenidas as escolas do grupo especial.  Devem desfilar pela passarela do samba Unidos do São Francisco, Igrejinha, Deixa Falar, Os Catedráticos do Samba e Unidos da Vila Carvalho.

 

Fonte:Assessoria.


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