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Ronaldo Braga: 'Com quanto poderemos contribuir?'

Data da publicação: 13/02/2018 à00 09:30


É fato que diante desta inquirição, não raro, os indagados surpreendentemente demonstram incertezas quanto a demanda posta. Nessa hora, pede-se calma.

Não se pretende nesse momento cuidar de assunto análogo a pedidos de doação material, pelo contrário, o interesse provocado se restringe simplesmente à busca do enfrentamento de questões relativas àquilo que cada um de nós poderá oferecer de melhor no âmbito da convivência humana e coletiva. 

Isso posto, não há que negar que somos detentores de capacidade técnica suficiente para transpor eventuais obstáculos que possam impedir façanha exitosa na arte de ajudar a quem precise e busque atingir seus objetivos.

Evidente, no entanto, que cada um de nós possui limites e limitações; aqueles em razão do ângulo de atuação e estas em razão da própria capacitação à qual se fez jus. Entretanto, caberá sempre a oportunidade do aperfeiçoamento daquilo que aprendeu e se sabe, sem prejuízo do desconhecido.

Logo, o que não se mostra verossímil é a acomodação a ponto de se evitar novos desafios na busca incessante de melhoria e aperfeiçoamento de tudo que já se sabe. Julgar-se incapaz é matéria desprezível, cujo caminho percorrido a lugar nenhum leva, senão à sorte dos derrotados.

Há quem diga que a vida não é fácil, mas o que é fácil na vida? Com a palavra quem souber... Porém, possível é dela se utilizar para também contribuir com o que se tem de melhor, nas justas especificidades de cada um.

E, nesse particular, o desejo é arguir acerca do conhecimento adquirido pelas experiências vividas e as oportunidades experimentadas. Portanto, a contribuição ora tratada cinge-se à divisão do que se aprendeu e acumulou-se no dia a dia com o discente que se dispõe a buscar ensinamentos, embebecendo-se da dádiva quase que exclusiva do professor – com o perdão da modéstia, que deve prevalecer sempre. Me permitam, imagino que haja pelo menos duas figuras caracterizadoras de docentes: o professor profissional e o profissional professor.

Isso pode relevar algo interessante: ao primeiro o domínio da didática; ao segundo a superação na eventual falta de importante requisito. A ambos, a busca incessante de emprestar o que possui de melhor: a magia de lecionar. Em tudo que se propõe a fazer, se torna imprescindível o esmero e dedicação. Pronto, resta hialino que a contribuição à que ora se refere passa pelo caminho da superação e da vontade de atingir resultados positivos.

Quem quer e tenha pode e deve contribuir à sua feição, sem prejuízo ao desiderato daquele que busca algo. Cada sujeito deve sempre contribuir com o que possui de melhor e, nessa ausência, ser destemido e comprometido com as tarefas confiadas.

O discente – foco principal – carece contextualizar seu papel na relação suscitada. Se por um lado ele busca conhecimento visando prepará-lo para a empregabilidade e melhoria de vida, por outro, que procure cientificar-se da existência de caminhos que às vezes se revelam árduos, mas que poderão ser alcançados pelas mãos firmes e protetoras do professor, cuja missão é exercer a arte de transmitir conhecimento. Isso, claro, não é tarefa fácil – se bem vocacionada, indubitavelmente uma das mais brilhantes. 

Contudo, não menos importante de todo o exposto é a primazia do bom senso, da efetiva capacitação e dedicação sem ressalvas àquilo que se propõe a fazer. Em conclusão, peço vênia para conjecturar que feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. E, em se tratando de contribuição, “nem tudo é pouco a ponto de se oferecer nada, tampouco é muito a ponto de se recusar a receber algo”. 

 

Fonte:Assessoria.


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