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Temer, Lula, Gilmar e Crivella são alvos no carnaval politizado; Zeca Pagodinho vira meme com Doria

Data da publicação: 13/02/2018 à00 11:11


Mangueira levantou a avenida e ensejou os gritos de “fora, Crivella”

O carnaval de 2018 já entrou para a galeria dos mais politizados da história. Na esteira da condenação do ex-presidente Lula a mais de 12 anos de cadeia, e diante dos altos índices de impopularidade de Michel Temer, o que não falta na folia são manifestações contra a classe política, como um todo, e de figuras do Judiciário, como o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com a tradicional irreverência do brasileiro, os protestos ganharam ruas, bailes e avenidas do samba, principalmente a Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.

Mas foi o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), que parece ter aceso o pavio da explosão do descontentamento popular. Dias depois de sua posse, no início de 2017, o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus anunciou, como uma das primeiras medidas de sua gestão, que cortaria repasses da prefeitura para as escolas de samba, algo que tradicionalmente era assegurado às agremiações. Foi o que bastou para que não só a turma do samba, mas o próprio setor de cultura do estado – e, em certa medida, do país -, colocasse o bloco da resistência em marcha.

Resultado: logo no primeiro dia de desfiles do grupo principal na Sapucaí, a Estação Primeira de Mangueira, uma das mais tradicionais e vitoriosas escolas de samba do país, mostrou a que veio com o enredo "Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco" – um recado claro, direto, a Crivella. Em um dos carros alegóricos, o próprio prefeito é retratado como um judas, ao lado de uma faixa com a frase "Prefeito, pecado é não brincar o carnaval"!

Encerrado o desfile, o presidente da escola de samba, Chiquinho da Mangueira, resumiu o mote concebido pelo carnavalesco Leandro Vieira e levado à avenida pela comunidade: "Foi a resposta para ele repensar o que fez com o carnaval. Cometeu a maior injustiça com a maior festa popular do mundo, que é o carnaval. A Mangueira se propôs a se rebelar contra isso tudo". Nas arquibancadas, o grito de "fora, Crivella!". Por meio de nota (íntegra abaixo), a Prefeitura do Rio de Janeiro se limitou a lamentar as críticas e falar em "falta de respeito e ofensa gratuita".

 

Fonte:Assessoria.


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