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Paisagem muda em trecho de 1,9 km, mas intervenção deve durar até 2021

Data da publicação: 09/07/2018 à00 09:51


Prestes a completar três meses, com início em 11 de abril deste ano, a obra no leito do Rio Anhanduí, na Avenida Ernesto Geisel, mudou a paisagem da região.

Ao longo do trecho onde ocorre a intervenção, inúmeras árvores foram retiradas das duas margens da via, parte da parede de gabião – feita de pedras e tela, para conter o fluxo da água e impedir que o asfalto se danifique – foi erguida em uma das áreas onde há frente de trabalho e a escavação lateral continua. Mas alguns pontos do projeto ainda preocupam moradores e comerciantes da região.

A má sinalização dos locais de trabalho e a retirada das árvores foram as principais observações feitas por quem acompanha a movimentação dos trabalhadores e já viveu de perto o drama de enchentes e inundações. 

O gari Isac Rolan, 23 anos, trabalha em um centro de coleta de materiais recicláveis no cruzamento da avenida com a Rua São Roque – sentido Aero Rancho, no Bairro Taquarussu –, que já foi inundando diversas vezes por conta do transbordamento do rio. “Vixe, a água entra direto no prédio, destrói tudo quando chove e o rio sobe. É um transtorno. A gente espera que, com a obra, o problema acabe. O que atrapalha é a falta de sinalização no trânsito”.

O mecânico Marcos Antônio Viana, 43 anos, mora há seis anos em frente ao Shopping Norte Sul Plaza – próximo à Rua da Abolição –, onde está a primeira área de trabalho da obra. Ele também relatou problemas com a sinalização para quem trafega no local e disse estar preocupado com a retirada das árvores.

“Eu queria que colocassem um radar, porque o povo corre muito nessa avenida, nos dois lados. Além disso, tiraram todas as árvores. Eu não gostaria que tirassem a que fica aqui na frente de casa, mas não sei se vão manter”.

A obra tem três frentes de trabalho e, durante a visita da reportagem no local, em todas elas havia ação intensa de homens e máquinas. O trânsito tinha fluxo leve, mas a confusão entre motoristas e trabalhadores era nítida. 

“Cortam as árvores e deixam na rua. Semana passada, tiraram um monte, colocaram terra na via mesmo, com uma caixa de madeira em cima. À noite, sem iluminação por aqui, uns seis carros bateram naquilo. Pode causar acidente e até matar alguém feito dessa forma, de qualquer jeito”, opinou Viana.

ANDAMENTO

Do outro lado da avenida, no sentido centro, as obras intensas ainda não começaram, pois a prioridade, por enquanto, é justamente a parte mais alta da via, onde os trabalhos estão concentrados. Mas um dos moradores mais antigos do local, João Pereira da Silva, 66 anos e que vive ali há 36 anos, está satisfeito com o andamento. “Eu sempre disse que, se cada prefeito que entrasse fizesse um pedaço, uma quadra que fosse, essa avenida já estaria toda pronta há um tempão”.

O engenheiro civil e doutor em hidráulica e hidrologia Fábio Veríssimo Gonçalves avalia como correta a forma de realização do trabalho até agora. “Provavelmente, estão fazendo o trecho curvo, que é o lado de fora do curso do rio, primeiro. Pois é ali onde há mais ataque da água e tem mais ataque em caso de chuva, por exemplo. A parte que começou a cair, desabar, pode não precisar dos reparos agora. Em uma obra desse tamanho, é preciso pensar na área mais suscetível”.

Sobre o trânsito, o engenheiro, que também é professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), explicou que a obra não deve ser feita nos dois lados ao mesmo tempo. “Saída de bairro é sempre mais complicada, pois todos saem para trabalhar quase no mesmo horário, o que não ocorre na volta. Não tem que fechar imediatamente o fluxo dos dois lados, envolve planejamento”, afirmou Gonçalves.

Em nota, a prefeitura informou que a obra está dividida em três lotes delimitados – entre as ruas Santa Adélia e Abolição, Abolição e Bonsucesso e da Bonsucesso até a Rua do Aquário. 

“O cronograma de execução de dois lotes é de 18 meses, e o terceiro é de 30 meses. Esse cronograma foi fixado levando em conta que no período de chuva o serviço será reduzido drasticamente, limitando, por exemplo, a execução de bocas de lobo e urbanização nas margens. O trabalho atual é de recomposição dos barrancos, com a construção de gabião, reforço das placas de contenção existentes e instalação de novas placas”, afirmou a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

 

Fonte:Assessoria


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