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Livro 'Cabreúva – de Segredo à Prosa' reúne história da família Figueiró

Data da publicação: 10/07/2018 à00 10:14


O Bairro Cabreúva, que fica na região central de Campo Grande, já esteve dentro dos limites de uma fazenda batizada com mesmo nome. A inspiração que nomeou a antiga propriedade vem da árvore da espécie Myrocarpus Frondosus, conhecida na região como cabreúva ou, ainda, bálsamo. No local, estabeleceram-se famílias pioneiras na ocupação do sul de Mato Grosso – isso antes mesmo da chegada do mineiro e fundador da então capital de Mato Grosso do Sul, José Antônio Pereira.

Um desses antigos grupos familiares era chefiado pelo paulista Joaquim de Souza Moreira. Primeiro, ele se fixou no Pantanal, passando por Albuquerque, em Corumbá, e depois esteve em Miranda e Aquidauana, até comprar a Fazenda Cabreúva, no lugar que viria a ser chamado de Campo Grande. 

Joaquim é o pai de Eulália de Souza Figueiró, que, por sua vez, tornou-se a esposa de João Pereira Mendes e a matriarca de uma grande família que carrega seu último sobrenome até hoje. A propriedade de Campo Grande, herdada pelo primeiro casal, foi o berço das primeiras gerações familiares.

Trinetos de Eulália e João, Ricardo e Tiago Figueiró resgataram a história dos antepassados no livro “Cabreúva – de Segredo à Prosa: A Família de João Pereira Mendes Figueiró nas origens de Mato Grosso do Sul”, cujo lançamento será hoje, às 19h, no Sesc Morada dos Baís, na Capital. Pelas interseções que tem com os temas posse e disputa de terras, além de Guerra do Paraguai (1864 – 1870) e divisão de Mato Grosso (1979), a obra, que se pretende um resguardo da história familiar, acaba contribuindo também com a história da migração e ocupação do sul de Mato Grosso Uno, ainda não suficientemente explorada, como destacam os professores Valmir Batista Corrêa e Lúcia Salsa Corrêa no prefácio. 

QUASE 30 ANOS

Ricardo, economista e empresário de Campo Grande, e Tiago, padre que dirige a Missão Salesiana no município de Três Lagoas, levaram 29 anos entre pesquisa e produção do livro.

Tanto tempo se justifica, segundo o primeiro autor, porque as fontes documentais parapesquisa são escassas em Mato Grosso do Sul, e foram necessárias diversas viagens até Cuiabá, em Mato Grosso, onde os arquivos públicos reúnem mais material referente à época investigada.

As igrejas de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul e a  sul-mato-grossense Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) foram os principais fornecedores de material para a pesquisa. “Pois as igrejas, naquele tempo, serviam como cartórios para registros, e a Agraer tem em posse certidões e mapas que nos auxiliaram muito”, diz o empresário.

Além da pesquisa, pelo menos, uma centena de pessoas envolvidas na história familiar foram ouvidas pelos irmãos. “A gente escutava muita conversa de varanda dos parentes, e aquilo foi ficando atrativo. Para pesquisar mais a fundo, falamos com parentes, amigos e buscamos pessoas que, de alguma forma, estivessem envolvidas nessa história”, detalha Ricardo.

DESENROLAR

Edição de leis sobre o registro de propriedades, fugas das fazendas decorrentes da Guerra do Paraguai, coronelismo, interesses da República e as disputas políticas anteriores à divisão de Mato Grosso foram as questões e cenários envolvidos na perda da Fazenda Cabreúva pela família Figueiró.

“Meu bisavô tentou reavê-las, mas não conseguiu. Depois, ela foi utilizada como moeda de troca”, afirma o padre Tiago. “Esperamos que essa despretensiosa memória e história das raízes sul-mato-grossenses, parte dos festejos dos 40 anos de Mato Grosso do Sul, possa gerar novos conhecimentos”, finaliza o diretor salesiano.

 

Fonte:Assessoria

O Bairro Cabreúva, que fica na região central de Campo Grande, já esteve dentro dos limites de uma fazenda batizada com mesmo nome. A inspiração que nomeou a antiga propriedade vem da árvore da espécie Myrocarpus Frondosus, conhecida na região como cabreúva ou, ainda, bálsamo. No local, estabeleceram-se famílias pioneiras na ocupação do sul de Mato Grosso – isso antes mesmo da chegada do mineiro e fundador da então capital de Mato Grosso do Sul, José Antônio Pereira.

Um desses antigos grupos familiares era chefiado pelo paulista Joaquim de Souza Moreira. Primeiro, ele se fixou no Pantanal, passando por Albuquerque, em Corumbá, e depois esteve em Miranda e Aquidauana, até comprar a Fazenda Cabreúva, no lugar que viria a ser chamado de Campo Grande. 

Joaquim é o pai de Eulália de Souza Figueiró, que, por sua vez, tornou-se a esposa de João Pereira Mendes e a matriarca de uma grande família que carrega seu último sobrenome até hoje. A propriedade de Campo Grande, herdada pelo primeiro casal, foi o berço das primeiras gerações familiares.

Trinetos de Eulália e João, Ricardo e Tiago Figueiró resgataram a história dos antepassados no livro “Cabreúva – de Segredo à Prosa: A Família de João Pereira Mendes Figueiró nas origens de Mato Grosso do Sul”, cujo lançamento será hoje, às 19h, no Sesc Morada dos Baís, na Capital. Pelas interseções que tem com os temas posse e disputa de terras, além de Guerra do Paraguai (1864 – 1870) e divisão de Mato Grosso (1979), a obra, que se pretende um resguardo da história familiar, acaba contribuindo também com a história da migração e ocupação do sul de Mato Grosso Uno, ainda não suficientemente explorada, como destacam os professores Valmir Batista Corrêa e Lúcia Salsa Corrêa no prefácio. 

QUASE 30 ANOS

Ricardo, economista e empresário de Campo Grande, e Tiago, padre que dirige a Missão Salesiana no município de Três Lagoas, levaram 29 anos entre pesquisa e produção do livro.

Tanto tempo se justifica, segundo o primeiro autor, porque as fontes documentais parapesquisa são escassas em Mato Grosso do Sul, e foram necessárias diversas viagens até Cuiabá, em Mato Grosso, onde os arquivos públicos reúnem mais material referente à época investigada.

As igrejas de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul e a  sul-mato-grossense Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) foram os principais fornecedores de material para a pesquisa. “Pois as igrejas, naquele tempo, serviam como cartórios para registros, e a Agraer tem em posse certidões e mapas que nos auxiliaram muito”, diz o empresário.

Além da pesquisa, pelo menos, uma centena de pessoas envolvidas na história familiar foram ouvidas pelos irmãos. “A gente escutava muita conversa de varanda dos parentes, e aquilo foi ficando atrativo. Para pesquisar mais a fundo, falamos com parentes, amigos e buscamos pessoas que, de alguma forma, estivessem envolvidas nessa história”, detalha Ricardo.

DESENROLAR

Edição de leis sobre o registro de propriedades, fugas das fazendas decorrentes da Guerra do Paraguai, coronelismo, interesses da República e as disputas políticas anteriores à divisão de Mato Grosso foram as questões e cenários envolvidos na perda da Fazenda Cabreúva pela família Figueiró.

“Meu bisavô tentou reavê-las, mas não conseguiu. Depois, ela foi utilizada como moeda de troca”, afirma o padre Tiago. “Esperamos que essa despretensiosa memória e história das raízes sul-mato-grossenses, parte dos festejos dos 40 anos de Mato Grosso do Sul, possa gerar novos conhecimentos”, finaliza o diretor salesiano.


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