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‘Casa de apoio’ do PCC era base de operações e de estadia para parentes de membros

Data da publicação: 08/08/2018 à00 09:00


Relatório revelou funcionamento do PCC em MS - presídios viraram

Os papeis, escritos à mão, consistiam em avisos, prestações de conta e demais comunicações entre integrantes do PCC. A partir da comparação da letra, foi possível ao Gaeco chegar à identificação da maior parte dos autores, bem como entender melhor o sistema organizacional da facção.

Mudança de endereço

Os bilhetes também levam a entender que as casas de apoio do PCC eram de conhecimento da maioria dos moradores da região, que de alguma forma estariam conectados à facção. Nesses bairros, a incidência de crimes costuma ser bem menor, a fim de não despertar atenção policial

Os bilhetes descritos no relatório da Echelon também dão detalhes do funcionamento da casa de apoio de Campo Grande, onde há um presídio federal. De acordo com as informações, o local é descrito como "uma casa, alugada pela facção criminosa, para receber os familiares dos presos que cumprem pena na Penitenciária Federal de Campo Grande".

O relatório detalha que familiares de presos que deixaram o PCC precisaram sair da unidade, o que obrigou que a organização alugasse outro imóvel, em localização não declarada, já que "o endereço anterior passou a ser de conhecimento de grupos inimigos, colocando em risco os familiares".

Atentados

A dissidência entre membros e ex-membros da facção também teria gerado atentados. Após uma briga entre integrantes do PCC e do Comando Vermelho, um alerta foi emitido aos membros da facção em Mato Grosso do Sul após ameaça de vingança da facção rival, que planejaria um atentado contra um ônibus que levaria visitantes às casas de apoio do Estado.

"Nessa mensagem, líderes da facção informam que ficaram sabendo por outras pessoas que integrantes da facção recolhidos na Penitenciária de Porto Velho (RO) estariam em greve de fome e pedem que o "setor dos estados" fiquem mais atentos com as informações e passem de maneira dinâmica para conhecimento deles (líderes)", traz uma das notas apreendidas.

No mesmo bilhete, há menção à liberação de R$ 200 mil para os integrantes dos Estados de Roraima e Rio Grande do Norte e é citada a preocupação com o eventual atentado de autoria da rival Comando Vermelho.

Operação Echelon em Campo Grande

Deflagrada em 14 de junho deste ano, o braço da operação na Capital contou com apoio operacional de policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). Ao todo, seis mandados de prisão foram expedidos na Capital, dos quais três eram alvos que já estavam detidos nos presídios de Segurança Máxima, Semiaberto e Federal.

Em relação aos outros três, estava Ioneide Benites Pontes, de 37 anos, foi presa por tráfico de drogas e posse de armas. Com ela, foi encontrado dinheiro, arma e drogas no bairro Dom Antônio Barbosa.

Já em Naviraí, um suspeito foi preso dentro do presídio onde já estava detido e mais 3 mandados de busca e apreensão foram executados. Em Dourados, mais um detento foi alvo de novo mandado de prisão e, em Nova Andradina, foi descoberto que um dos alvos já estava dentro de presídio em Campo Grande. Em Coronel Sapucaia, cidade sul-mato-grossense na fronteira com o Paraguai, a Polícia Civil paulista também cumpriu um mandado de busca e apreensão.

 

Fonte:Assessoria


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