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Advogados começam a preparar pedidos de liberdade dos presos pela Polícia Federal

Data da publicação: 13/09/2018 à00 09:46


  • A advogada do pecuarista Zelito Oliveira, um dos presos ontem (12) pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Vostok, disse que seu cliente sempre colaborou com a Justiça e que já prepara impetrar no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de liberdade.

    “Desde que a delação da JBS vazou, no ano passado, fizemos uma petição se colocando à disposição da Justiça. Desde então, Zelito, por ser pecuarista, movimenta grande quantidade de gado. Sempre que é notificado pela Receita, comparecia. Por esse motivo causou grande estranheza a prisão”, comentou a advogada Andrea Flores, na sede da Superintendência da Polícia Federal na manhã de hoje (13).

    Segundo Andrea, há dois possíveis caminhos a serem seguidos pela defesa nesse momento, mas tudo depende ainda do cliente ser interrogado, o que não ocorreu. “Ele ainda não foi ouvido. A tendência é que ocorra agora de manhã. Assim que for anexado documento interrogatório, há como entrar com pedido de habeas corpus junto ao STF. Existem duas possibilidades, pedir a revogação da prisão temporária de cinco dias junto ao STJ [Supremo Tribunal de Justiça], ou então recorrer ao STF com habeas corpus. A intenção é o habeas corpus”, completou a advogada.

    Ainda conforme Andrea, a prisão dos envolvidos ontem ocorreram ao mesmo tempo na tentativa de que não se combinassem versões para os depoimentos. “Prenderam todos de uma vez para que não combinem versões para não acobertar fatos, porém é coisa desde 2014. Tiveram pelo menos quatro anos para mudar versão. Zelito não pagava propina. Toda documentação comprobatória da venda lícita do gado, não pagou propina para o esquema”, concluiu.

    OPERAÇÃO
    A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira a Operação Vostok, com o objetivo de combater esquema de pagamento de propina a representantes da cúpula do Poder Executivo Estadual. Dentre os alvos da operação, estão o governador Reinaldo Azambuja, que teve o prédio onde mora alvo de mandados de busca e apreensão, pecuaristas responsáveis pela emissão das notas fiscais “frias”,  o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) e o conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE/MS) Márcio Monteiro. 

    Segundo nota divulgada pela PF, as investigações foram iniciadas no começo deste ano, tendo por base termos de colaboração premiada de executivos da JBS. Os colaboradores detalharam os procedimentos adotados junto ao governo do Estado para a obtenção de benefícios fiscais.

     

    Fonte:Assessoria

     

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