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No sertão sergipano, a grandiosidade da paisagem convida a um belo passeio

Data da publicação: 13/09/2018 à00 09:48


No semiárido do sertão do Sergipe, onde o estado faz divisa com Alagoas, existe um cenário de beleza ímpar, muito procurado por turistas que desejam entrar em contato com a natureza, cujo cenário é composto pelas esverdeadas águas do Rio São Francisco e pelos paredões rochosos que formam o Cânion do Xingó  – considerado o quinto maior cânion do mundo –, próximo a Canindé do São Francisco (SE) e da cidade de Piranhas, em Alagoas.

A região recebe milhares de turistas na alta temporada (dezembro a março) e já se tornou um dos passeios mais procurados – e depois recomendado – por turistas que visitam Aracaju. A capital sergipana está situada a cerca de 200 quilômetros de distância de Canindé de São Francisco, a cidade mais próxima do cânion, com 26 mil habitantes e que chega a ter uma das maiores arrecadações do estado, em função da hidrelétrica de Xingó, uma das mais modernas do mundo.

A visitação é permitida de terça a domingo, das 8h às 11h e das 14h às 17h. Da capital até lá, são 3 horas de viagem.

A partir de Canindé começa o passeio, mais especificamente no restaurante flutuante Karranca’s, instalado no Dique 2, com toda a infraestrutura para receber o viajante (não deixe de provar as deliciosas Moqueca de Pitu e Farofa de Manteiga). De lá saem catamarãs e escunas que levam os turistas para esta incrível experiência. O passeio para percorrer os 62 quilômetros de extensão do cânion dura três horas e meia, sendo uma hora na parada para banho.

Navegar entre os paredões rochosos é algo inesquecível.

São vales grandiosos, formando um desfiladeiro de granito avermelhado e cinza, de 50 metros de altura, circulando um lago que, em alguns pontos, atinge até 170 metros de profundidade, com extensão de 65 quilômetros e largura que varia de 50 a 300 metros.

Uma das primeiras visões que impressionam é a da imponente Pedra do Gavião (antiga Torre das Cabras), formação rochosa que recebeu esse nome porque seu topo tem formato que lembra a cabeça da ave. Além dela, pode-se avistar o Morro dos Macacos, assim denominado porque, antes do enchimento do reservatório, um bando de macacos-prego frequentava o lugar e costumava jogar pedras nos visitantes.

Outra visão é da Pedra do Japonês, assim chamada porque sua forma no topo lembra um símbolo oriental. No primeiro estreitamento do cânion, a imagem de São Francisco aparece numa reentrância entalhada num dos paredões, cujo acesso é feito por uma escada de metal. Ninhos de garças e ilhas fluviais completam o espetáculo.

A vegetação de caatinga rasteira, com fauna rica e variada, pelas inúmeras espécies de répteis, aves e insetos, completa o cenário, transformando o lugar numa das maiores riquezas do Brasil. As rochas guardam vestígios dos primeiros habitantes da região, que ali viveram há mais de nove mil anos.

Há também marcas das passagens do bando de foras da lei de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, em tempos menos distantes. O ponto alto do passeio é o Paraíso do Talhado (já em Alagoas), onde as embarcações atracam e pode-se aproveitar o tempo para um banho de rio. Depois do mergulho, um bote menor, remado por um guia, leva o turista gruta adentro.

O calor está presente o ano todo, mas o vento que sopra de dezembro a janeiro torna a temperatura bastante agradável, e entre os meses de maio e agosto, chove com muita 

 

Fonte:Assessoria


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