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"Lago do Parque das Nações Indígenas vai desaparecer"

Data da publicação: 08/02/2019 à00 07:27


O lago, resultante do represamento do córrego Prosa, situado no Parque das Nações Indígenas está com os dias contados. O processo de assoreamento vai fazer com que o lago desapareça em pouco tempo. O fato provocará um aquecimento generalizado da área do Parque, porque sem uma região de água a umidade diminuirá e a sensação térmica no local ficará mais quente. O processo de assoreamento que acontece na cabeceira do córrego, na região do Bairro Mata do Jacinto é resultado do inadequado planejamento urbano e pela exploração sem qualquer critério dos terrenos da região. O Parque das Nações Indígenas sem o lago se descaracterizará e perderá usuários. A tendência é que, em pouco tempo, o Parque seja abandonado pela população e, como resultado, se tornará uma área de mato denso e sem qualquer conservação, como o que acontece em vários outros parques da cidade, notadamente com o Parque do Sóter. Campo Grande é uma cidade, mesmo que caracterizada como uma das cidades que mais tem arborização no país, tem pouquíssimos parques e esses sem qualquer ação do poder público, seja estadual ou municipal, para o cuidado e manutenção dessas áreas. Muitos parques estão abandonados e ainda, conforme a população da cidade, com quase um milhão de habitantes, é necessário a criação de outros para que a população possa usufruir de áreas de lazer, para caminhadas e atividades físicas. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck o assoreamento do lago do Parque das Nações Indígenas é resultado da falta de manutenção, mesmo de planejamento da área de terrenos do bairro Mata do Jacinto. Enquanto não houver a conscientização da população que ocupa essas áreas, não será possível resolver o problema “in loco”. Todo o trabalho de retirada da terra arenosa que se sedimenta no fundo do lago será trabalho e recursos financeiros perdidos. Conforme pode ser constatado no Parque, no ano de 2018 a Semagro realizou trabalho de retirada de terra para limpar a represa que está localizada pouco acima do lago. Este trabalho foi suspenso, pois toda a retirada de terra voltava para a represa a partir de chuvas intensas. É imperativo e necessário que a população se conscientize da necessidade de preservar o lago. A área verde de arborização, também muito pequena, não é suficiente para proteger o Parque e dar sustentação. Além da preservação do lago também é necessário um grande plantio de árvores, preferencialmente nativas, para a proteção climática e ambiental. Nesse aspecto, o plantio de palmeiras é um equívoco. As palmeiras são elementos exóticos e que em nada contribuem para a melhoria ambiental e climática do Parque. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Do lado do poder público, seja o estadual ou o municipal, o que se percebe que há um conflito de gestão, pois, no caso do Parque das Nações Indígenas ser de responsabilidade do governo do Estado, tampouco o poder público municipal se interessa na conservação, manutenção e desenvolvimento do Parque. De modo geral, se percebe que os parques públicos, tão importantes em tempos de mudanças climáticas, estão sem manutenção. Pelo tamanho da cidade de Campo Grande, pela dimensão de seu quantitativo populacional é imperativo que o poder público, estadual ou municipal, crie novas áreas de parque para uso da população. Também é imperativo que se faço gestão urgente para salvar o que ainda resta do lago no Parque das Nações Indígenas, assim como a represa de contenção, sem qualquer utilidade neste momento. Somente com a represa em funcionamento haverá profundidade para o lago. O Parque é um dos principais pontos de lazer e turismo de Campo Grande e merece atenção prioritária. O desprezo pelas áreas de parque em todo o estado é notório. Assim, da mesma forma é imperativo uma política perene, municipal e estadual, de gestão dos parques existentes. Fonte:Assessoria

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