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Discreto, PM reformado acusado de matar Marielle e Anderson raramente era visto em condomínio

Data da publicação: 13/03/2019 à00 09:45


Reservado e discreto. As palavras são usadas por um morador do condomínio de casas no número 3.100 da Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para definir o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa. Lessa foi preso na terça-feira (12), suspeito de assassinar a vereadora Marielle Franco e o motorista dela, Anderson Gomes. Outro denunciado, Elcio Vieira de Queiroz, que teria conduzido o carro na noite do crime, também foi preso, além de Alexandre Mota de Souza, amigo de infância de Ronnie e morador do apartamento onde foram encontrados 117 fuzis desmontados. Um morador do condomínio de Ronnie, o Vivendas da Barra, onde o presidente Jair Bolsonaro também tem casa, conversou com o G1 sob condição de anonimato. Ele contou ter visto poucas vezes o sargento no local. Em dois anos, diz ele, foram apenas três as oportunidades em que efetivamente notou a presença do policial. A família do praça aposentado segue a mesma linha. No entanto, a mulher e supostamente os dois filhos de Lessa eram mais facilmente vistos por vizinhos e funcionários. Ainda assim, não era comum vê-los interagindo com outras pessoas do condomínio. Segundo o morador, Lessa não costumava ir à praia, embora o conjunto de casas fique em frente a um ponto privilegiado da faixa de areia. O sargento, disse a pessoa, também não era chegado a confraternizações. A última vez que esse morador teve notícia de alguma festa na casa de Lessa foi no início deste ano, quando viu ocorrer um churrasco. A pessoa não soube dizer, porém, se Lessa estava na festa. Duas características fizeram com que o morador reconhecesse Lessa assim que viu as imagens do policial na televisão, na manhã desta terça-feira: o rosto marcante e a informação de que o sargento não tinha uma perna. A casa de Lessa é considerada simples, não tão luxuosa quanto outras do condomínio. Inclusive, disse o morador, uma das telas antimosquito da casa caiu durante um vendaval no Rio e assim ficou por um bom tempo, sem ser consertada. Recomendado para você Lembra dela? Respire fundo antes de ver como está agora. Sonar | Patrocinado Polícia Militar apreende 800 quilos de maconha escondida em fundo falso de veículo Ponta Porã Experta en lingüística explica como hablar un nuevo idioma con solo 15 min de estudio al día Babbel | Patrocinado Suspeitos de tráfico são presos dentro de caixa d'água em morro de Vitória Ponta Porã Aprende cualquier idioma con esta app en lugar de tomar clases privadas Babbel | Patrocinado Polícia prende três homens em caminhonete carregada com produtos contrabandeados do Paraguai Ponta Porã por taboola A residência destoa dos luxuosos carros do sargento. Um deles, um Infiniti avaliado em R$ 120 mil, foi apreendido e levado para a Delegacia de Homicídios da Capital, também na Barra da Tijuca. Finanças investigadas A polícia investiga movimentações suspeitas nas contas de Lessa. Os investigadores também apuram se o patrimônio de Ronnie é compatível com a renda que ele tinha. Considerado um exímio atirador, Lessa atuava como atirador de elite da corporação em algumas operações. De acordo com as investigações, depois de deixar a PM, em 2009, após perder a perna em um atentado a bomba, em Bento Ribeiro, o policial reformado teria passado a usar essa habilidade a serviço do crime organizado. "Lessa é um policial militar reformado. O nome dele não surgiu única e exclusivamente a partir desse homicídio da Marielle e do Anderson. O nome dele já era conhecido em algumas investigações com relação a contravenção", disse Simone Sibílio, promotora de Justiça e coordenadora do Gaeco. De acordo com o MP, as investigações em curso buscam saber se Lessa seria um mercenário. "Se investiga também isso. É uma informação nova. A gente pode dizer que o nome dele já surgiu com relação a alguns outros homicídios mercenários, sim", completou Sibílio.

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