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Casos de dengue sobrecarregam postos e aumentam tempo de espera

Data da publicação: 13/03/2019 à00 13:39


Os atendimentos diários na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antonino passaram de uma média de 350 para 600, conforme informações da assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau). O motivo é a epidemia de dengue que ocorre em Campo Grande. A consequência é o aumento do tempo de espera pela consulta médica. Na noite de ontem (12), um servidor desta UPA ficou ferido após “ataque de fúria” da mãe de uma paciente no final da noite de ontem. A suspeita deu um soco na vidraça lateral da sala de triagem e os estilhaços caíram sobre a vítima, causando cortes e sangramento. À polícia, a mulher disse que estava no local desde às 19 horas aguardando consulta e que, até aquela hora, não havia sido atendida. Supostamente enfurecida, ela quebrou a vidraça, ferindo com os estilhaços a cabeça, nariz e mão esquerda do servidor. A reportagem do Correio do Estado voltou ao local na manhã de hoje e conversou com alguns pacientes que aguardavam por atendimento. Eles eram unânimes em reclamar da demora. É o caso da massoterapeuta, Luciana Borges de Deus, de 44 anos, que foi ao local acompanhada do filho de 13 anos. O garoto foi diagnosticado com dengue e está recebendo atendimento diário. “Os médicos demoram para chegar. De manhã troca o turno e demora mais ainda”, disse ela, afirmando ter chegado por volta das 6h e ter esperado até às 9h. “Todo dia é esse tempo de atendimento”. Opinião semelhante da diarista Fátima Maria Vieira, de 58 anos, que chegou ao local por volta das 8h e só passou pela triagem uma hora depois. Ela foi diagnosticada com Zika Vírus há seis dias e precisa voltar ao local diariamente. Segundo ela, o tempo de espera varia entre duas e três horas. “Mas sempre sou bem atendida e já acostumei”, declarou. O confeiteiro Mauro César Benites, de 52 anos, desistiu de esperar. Ele chegou na unidade às 7h10, com suspeita de dengue, fez alguns exames em que os resultados foram negativos para a doença. Mesmo assim, ele precisava ser atendido por um médico. “Não tenho condições de esperar, está muito lotado”, finalizou. Em nota, a assessoria de imprensa da Sesau respondeu que, “nestes três primeiros meses do ano houve um aumento de pelo menos 90% na demanda das unidades de urgência em decorrência dos casos de dengue e outros agravos, o que consequentemente têm sobrecarregado o serviço”. Ainda segundo a Sesau, “ A UPA Coronel Antonino, por exemplo, tem recebido diariamente mais de 600 pacientes e isso reflete no tempo de espera por atendimento, principalmente de casos de menor gravidade, o que gera descontentamento e até mesmo reações impulsivas e graves como a presenciada na noite desta terça-feira, dia 12, na unidade”, finalizaram. Fonte:Assessoria

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