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Manifestação deixa 112 escolas sem aula na Capital

Data da publicação: 13/08/2019 à00 11:23


Campo Grande amanheceu nesta terça-feira (13) com 76 escolas municipais e 36 unidades de educação infantil com as atividades paralisadas por conta da greve promovida por professores em todo o Brasil como forma de protesto contra o que chamam de cortes na educação promovidos pelo Ministério da Educação, sob responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

No total, apenas 85 unidades municipais de ensino funcionam sem nenhum tipo de problema.

Por meio de nota ao Correio do Estado, a Pasta, sob responsabilidade do prefeito Marcos Trad (PSD), informou que "as unidades que suspenderam as aulas já comunicaram o dia em que a reposição será feita. Cada unidade estabeleceu seu próprio dia."

Não foi revelado o número de alunos atingidos com a paralisação. No total, a rede municipal atende 101 mil crianças e jovens.

Questionada, a Secretaria de Estado da Educação não respondeu a reportagem até a publicação desta reportagem.

A manifestação dos professores acontece desde a manhã. Um grupo de cerca de 1.000 pessoas, segundo informações da Polícia Militar, se reuniu em frente ao Paço Municipal e seguiu a pé pela Avenida Afonso Pena até a Praça Ary Coelho, onde se concentram.

O trânsito ficou prejudicado no Centro da capital. É recomendado ao motorista que evite a Afonso Pena e dê preferência às vias paralelas para completar o trajeto até seu destino.

Não foi informado pela Prefeitura se haverá interdição na região central por conta da manifestação. 

PM e agentes da Agetran acompanham o protesto, que não teve nenhuma ocorrência registrada até o momento.

PROTESTO

Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul, Jaime Teixeira, além dos chamados cortes na edução, o protesto é contra a Reforma na Previdência.

Segundo ele, pelo menos 200 unidades de ensino foram afetadas com a paralisação, que acontece em  outras 12 cidades: Nova Alvorada do Sul, Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas, Corumbá, Nova Andradina, Coxim, Paraíso das Águas, Amambai, Jardim, Naviraí, Paranaíba e Aquidauana.

Em Dourados, a greve atinge toda a rede muynicipal, visto que os professores protestam também contra o atraso nos salários.

A gestão Bolsonaro anunciou na última semana bloqueio de R$ 348 milhões no orçamento do MEC destinado à compra e distribuição de livros didáticos para alunos da rede pública do ensino fundamental.

**Colaboraram Bruna Aquino e Bruno Henrique

 

 
Fonte:Assessoria

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