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Maior parte do Pantanal de MS 'sofre' há 45 dias sem chuva e incêndios ameaçaram hotéis fazendas

Data da publicação: 10/09/2019 à00 08:11


Região queimada do Porto Morrinho em Corumbá (MS) â?? Foto: Prevfogo/Divulgação

Quem dirige pela BR-262 rumo à Corumbá consegue ver fumaça com facilidade a pelo menos 50 quilômetros antes de chegar na cidade. Perto da rodovia, o fogo está sendo combatido desde sexta-feira (6) e atingiu um local chamado Porto Morrinho, que concentra quase todas as antenas de telefonia da região. As chamas que chegaram a 4 metros de altura derreteram os cabos de fibra e deixaram Corumbá incomunicável por quatro horas nesta segunda-feira (9).

O fogo no Porto Morrinho ameaçou hotéis fazendas e casas de pescadores, que ajudaram na contenção das chamas. "Nós contamos com o apoio dos moradores da região porque havia o risco do incêndio atingir essa área de hotéis, foi bem próximo da área, conseguimos controlar, mas em outros pontos ainda existe a ameaça e estamos atentos", disse Márcio Ferreira Yule, coordenador do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo).

Combate ao incêndio no Pantanal durante a noite â?? Foto: Prevfogo/Divulgação

Segundo o Centro de Prevenção, a maior parte do Pantanal de Mato Grosso do Sul "sofre" com a estiagem hás 45 dias.

"No começo desse mês choveu no estado, mas essa chuva atingiu o Pantanal de MS de maneira bastante esparsa, então tem local aqui no Pantanal que não vê chuva há 1 mês e meio. Os animais sofrem, principalmente, aqueles que são mais lentos como o tatu e as cobras. Nós também encontramos uma grande mortandade de tamanduás, isso ocorre porque esse tipo de animal enxerga mal e tem ofato comprometido pela fumaça", explicou Yule.

Filhotes nos ninhos também são vítimas das chamas. Além do Porto Morrinho, outras duas grandes regiões pantaneiras estão com a combinação de estiagem e fogo: a região do Nabileque com mais de 500 mil hectares, localizado na parte sul do Pantanal entre a Serra da Bodoquena e o rio Paraguai e a Terra indígena Kadiwéu, com 534 mil hectares.

Ainda de acordo com o Centro de Prevenção, apenas 1% dos incêndios tem causas naturais, o restante é causado pela ação humana. O Centro ainda afirma que só uma chuva constante de dois dias pode solucionar as queimadas no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Incêndio na Terra indígena Kadiwéu â?? Foto: Prevfogo/Divulgação

Fonte:Assessoria


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