Banner
Quarta, 13 de Novembro de 2019 - 14:32
Jornalista Resp.: Cezar Miranda - Diretor: Karlos Bernado - Telefone: (67) 9677-0757

Notícias


Objetivo de usina é tornar Ceasa 100% sustentável

Data da publicação: 10/09/2019 à00 13:09


Adequar o Ceasa (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) às novas normas da Prefeitura para coleta dos resíduos dos chamados grandes geradores e reduzir o impacto do desperdício, tornando reutilizável todo o lixo ou alimento descartado. Esse é o principal objetivo da nova usina de coleta, seleção e destinação de resíduos inaugurada na manhã desta terça-feira (10), nas dependências internas da própria central de abastecimento, no bairo Mata do Jacinto, região norte da Capital.

Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, o objetivo da usina inaugurada é montar um ciclo de reaproveitamento completo. Ou seja, além da destinação adequada dos resíduos, a distribuição correta de alimentos que ainda podem ser consumidos e a reciclagem de material não orgânico, como plástico e madeira.

"A Ceasa não tinha isso, antes era jogado por aqui e as pessoas vinham e pegavam. Agora não. Existirá uma triagem, com destinação correta dos produtos, e até de resíduos como madeira e plástico", disse Verruck. "São poucas as ceasas do Brasil que conseguiram montar esse ciclo."

Conforme o Executivo Estadual, esta é a primeira usina do País a fazer todas as operações necessárias com resíduos, desde a coleta seletiva, transporte, tratamento e conversão dos resíduos em adubo orgânico e aproveitamento do resíduo sólido com a reciclagem de plástico e papelão e da madeira como material energético pela combustão.

A Ceasa produz aproximadamente 100 toneladas de resíduos, sendo mais de 80% destes orgânicos. Expectativa é que, com a usina, oito toneladas de adubo orgânico sejam devolvidas por mês, sendo destinadas aos próprios produtores rurais da Central, para utilização em plantações.

Além dos resíduos orgânicos, serão recolhidas aproximadamente 17 toneladas de madeira, que também será reciclada em benefício do Ceasa. Até então, a madeira era doada para virar material energético de outras empresas. 

Duas empresas farão a coleta de resíduos: a Colecta Resíduos Industriais e a Organoeste Campo Grande. Elas trabalharão juntas e todo resíduo orgânico separado e coletado pela Colecta será disponibilizado à Organoeste para ser tratado pelo método de compostagem com a utilização de biotecnologia, com controle diário de temperatura e odor e em conformidade com as exigências legais, obtendo-se, ao final do processo, adubo orgânico.

A coleta, tratamento e destinação final devem reduzir a poluição do solo e dos cursos d'água, preservando o meio ambiente. 

Verruck explica que apesar da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) possuir hoje um banco de oito toneladas de humus, como o adubo é chamado, o objetivo com o excedente gerado será o de colocar em prática o programa de fomentoàs hortas urbanas da Capital. A ser lançado nas próximas semanas, serão 200 delas a receberem também os resíduos reciclados do Ceasa.

"Vai resolver a produção de resíduos do Ceasa", disse André Nogueira Borges, diretor do Ceasa e do Agraer. "A maior parte é de resíduo orgânico que vai ser coletado e enviado para uma empresa e vai fazer compostagem. Então 10% dos insumos vai voltar para o Ceasa para destinar a hortas urbanas, nesse programa novo."

De acordo com Fernando Higa, chefe de comércio do Ceasa, serão cobrados R$ 85 a tonelada de resíduos orgânicos por local e caso houver venda de recicláveis serão pagos conforme tabela. O custo de implantação da usina é todo custeado pelo próprio Ceasa. "O custo é baixo",explicou Verruck, reforçando aparceria com empresas de reciclagem.

A inauguração da usina não interferiu, contudo, na rotina dos comerciantes do Ceasa. Muitos deles garantem que já fazem trabalho por conta própria para evitar a destinação errada de seus resíduos.

"Olha eu não sei como vai funcionar, mas pagar o resíduo eu não vou ter problema porque eu não produzo lixo em grande quantidade, porque não trabalho com material como papelão nem madeira, e em relação ao o orgânico eu também não tem problema  porque eu faço doação e não deixo perder a mercadoria", disse Osiel Gomes, 42 anos, produtor de abobrinha. 

Além da usina, Verruck garante que mais melhorias serão implantadas durante a atual gestão, sendo a principal delas a melhoria logística da central. "Já refizemos todo o sistema elétrico e revisamos 100% dos contratos. Agora vamos melhorar as ruas internas e a logística para agilizar ainda mais a circulação", disse.

 

Fonte:Assessoria


Busca
Vídeos
Último evento
Entrevistas