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Recompensa por informações sobre mandante de ataque a Bolsonaro deve alcançar meio milhão de reais

Data da publicação: 11/09/2019 à00 08:36


Loester Carlos e o secretário parlamentar Ciro Fidelis no vídeo em que oferecem recompensa de R$ 100 mil. (Foto: Reprodução Facebook)

O deputado federal campo-grandense Loester Trutis, o Tio Trutis, do PSL, que nesta terça-feira (10), anunciou pela rede social Twitter, que ele e um gestor de seu gabinete, em Brasília, vão pagar R$ 100 mil de recompensa por informação que possa decifrar o nome do eventual mandante do atentado sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro, ano passado, discursou no início da noite, no plenário da Câmara dos Deputados, sobre a proposta e conquistou apoio de sua bancada. Tanto que a gratificação pela espionagem deva alcançar a cifra de meio milhão de reais, acredita o parlamentar de Mato Grosso do Sul.

Enquanto Trutis discursava, o deputado federal Bibo Nunes, do PSL do Rio Grande do Sul, dobrou o valor do prêmio. O parlamentar gaúcho ofertou outros R$ 100 mil pelas iminentes pistas.

Logo que desceu do plenário, Trutis disse ao TopMidiaNews, que "um industrial" estaria interessado em completar a oferta. "Já, já a recompensa será de R$ 500 mil", garantiu o deputado federal.

Bolsonaro levou uma facada, em setembro do ano passado, quando caminhava até um comício, numa praça, na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais. O agressor, logo preso, foi identificado como Adélio de Bispo, 41, que foi levado para o presídio federal, em Campo Grande (MS). A facada foi desferida na frente de centenas de pessoas que acompanhavam o manifesto bolsonarista.

Ao menos pelas investigações da Polícia Federal, Bispo teria agido sozinho e exames médicos o apontam como portador de doença mental.

"A gente quer saber: quem mandou matar Bolsonaro?", insiste Trutis.

Ele sustentou ainda que desconfia que o atentado contra o presidente possa ter ligação com alguma ala partidária de esquerda.

Trutis disse também que a recompensa ofertada por ele é um meio de atrair testemunhas que, na prática, teria medo de aparecer. Ele citou o assassinato do ex-prefeito de Santo André (PT), em janeiro de 2002. "Sete testemunhas desse crime morreram", disse. O crime em questão ainda é discutido até hoje. Há boatos atirando suspeitas de que o então prefeito teria sido vítima de pessoas ligadas ao próprio partido.

SÓCIO NA EMPREITADA

Ciro Fidelis é o empresário que Trutis anuncia no Twitter como seu parceiro na oferta da recompensa de R$ 100 mil a quem fornecer informações sobre o eventual mandante do ataque sofrido por Bolsonaro.

O deputado disse que Fidelis, que recebe salário mensal de R$ 15 mil mensais para chefiar o gabinete (em Brasília) e o escritório político de Trutis, em Campo Grande, é dono de fábrica de cordão e loja de aviamento, há pelo menos duas décadas. A empresa funciona em Campo Grande.

Ainda de acordo com o parlamentar, Fidelis é professor universitário e sua escolha para chefiar o gabinete foi feita nos mesmos moldes empregados num concurso público. Ou seja, o critério para contratá-lo levou em conta a capacidade técnica do gestor, segundo o parlamentar.

Fonte:Assessoria


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