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Bombeiros de DF utilizam preparação para a Amazônia no combate às chamas no Pantanal

Data da publicação: 20/09/2019 à00 13:43


Após decretar emergência devido aos grandes índices de incêndios que castigam Mato Grosso do Sul nos últimos dias, o reforço do Governo Federal chegou e 34 Bombeiros da equipe de combate a incêndios florestais do Distrito Federal (DF) já estão na região para começar os trabalhos de combate. Os militares estavam de prontidão e treinados para atuarem na Amazônia, mas foram realocados para ajudar na extinção no Pantanal. 

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Mato Grosso do Sul é o sexto Estado com maior número de focos de calor no mês de setembro, centrando 7,7% dos incêndios florestais do País. 

No Mato Grosso do Sul, o número de ocorrências atendidas cresceu 45% na comparação janeiro/setembro de 2017 com 2019, saltando de 3.151 casos para 4.946. Atualmente, o Corpo de Bombeiros Militar conta com um grupo de militares que trabalha exclusivamente no atendimento aos incêndios e terá ajuda dos novos militares. 

A equipe chegou em Campo Grande por volta da 1h e após apresentação com o comando geral do Corpo de Bombeiros, seguiram rumo a Aquidauana onde vão atuar no combate às chamas do, que na visão da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros do Estado é o ponto mais crítico. 

Com equipamentos próprios, sendo seis viaturas, um ônibus, um caminhão de transporte de tropa, 4 caminhonetes, além de uma aeronave Air Tractor, modelo AT-802F fabricado nos Estados Unidos, deve chegar ainda hoje no estado. Com autonomia de 4 horas e capacidade para transportar até 3,1 mil litros de água, a aeronave é uma das apostas de grande força para combater as chamas. Outros equipamentos menores também serão utilizados, como bombas costais, abafadores, motobombas, material de sapa, motosserra. 

De acordo com o tenente coronel Waldemir Moreira Jr, chefe do Centro de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul o combate vai ser baseada em Aquidauana, porque pelas vistorias identificaram que a cidade é o ponto médio de vários incêndios florestais em torno da cidade. “A partir dali a gente consegue proporcionar a logística necessária para esses combates e essa tropa vai reforçar nossas equipes. O incêndio florestal é muito dinâmico, ele muda durante o dia e de um dia para o outro  muda todo o cenário. É preciso ter um planejamento constante, nós continuamos o combate em todas as áreas, atualmente temos 250 bombeiros por dia trabalhando em todo o Estado”, disse.

Para dar as boas vindas, o Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Joilson Alves do Amaral, destacou que a ajuda de prontidão faz parte da essência dos Bombeiros em qualquer lugar do país. “Nós estávamos chegando no nosso limite operacional, muitas autoridades precisaram se disponibilizar para que isso ocorresse e essa pronta resposta faz parte de nós Bombeiros”, disse. 

Ainda de acordo com o comandante Amaral, já foi feito o pedido de mais materiais para ajudar no combate, principalmente helicópteros do Exército Brasileiro. 

Líder da tropa de Brasília, o tenente coronel Domingos Márcio Ferreira da Silva disse que primeiro será analisado as prioridades só então será traçado o deslocamento para o combate, na duração da operação Domingos explica que não há um prazo estabelecido. “Nós vamos ficar aqui até quando for necessário, nosso apoio aqui veio de orientação do Governo do Distrito Federal, do nosso comandante do Corpo de Bombeiros do DF nós permaneceremos aqui até quando for necessário”, explicou o tenente coronel. 

Coordenador da Defesa Civil Estadual, Fábio Santos Coelho Catarineli equipes estão a campo e ainda não há dados atualizados de área queimada, segundo Catarineli, até ontem 250 focos de incêndio no estado foram registrados. As operações aérea e terrestre serão desenvolvidas nos municípios de Corumbá, Aquidauana, Miranda, Bodoquena, Porto Murtinho e Bonito, que na visão da Defesa Civil estão bastante críticas. 

Ainda de acordo com o coordenador da Defesa Civil, os custos da estadia de longa data ou não dos militares do Distrito Federal ainda não foram mensurados, mas o que se pode adiantar é que o custo apenas de combustível, nas viaturas e mais a aeronave - durante 10 dias- será de R$ 220 mil. “Outros valores como alimentação, salários e horas extras ainda foram contabilizados, até porque o salário depende da patente de cada um”, finalizou. 

PLANEJAMENTO

Parte da operação começou a ser montada na reunião da Sala de Situação Integrada, com a discussão sobre as pistas de pouso para servir de apoio e o transporte de água e querosene para a aeronave. 

As áreas críticas são o Pantanal e o entorno do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, onde o fogo avança em direção à reserva. Há focos também próximos ao Parque Estadual do Rio Negro, entre Aquidauana e Corumbá.

EXPECTATIVA DE CHUVA

Conforme dados do Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) há expectativa de chuvas para o Estado no período de 25 de setembro a 3 de outubro, com acumulado de 20 milímetros.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Corumbá liderou novamente o ranking de focos de calor, com 152 (40%), seguida por Aquidauana, com 63 (17%); Porto Murtinho, 42 (11,3%); e Miranda (17 (4,6%).

 

Fonte:Assessoria


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