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Janot lança livro em São Paulo: 'Hoje, a palavra é escrita', diz

Data da publicação: 08/10/2019 à00 12:46


Janot lança livro em São Paulo: 'Hoje, a palavra é escrita'

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot lançou nesta segunda-feira (7) o livro de memórias "Nada menos que tudo", publicado pela Editora Planeta, na Livraria da Vila, nos Jardins, em São Paulo.

Em um trecho da publicação, ele revela que quando estava à frente da Procuradoria Geral da República, entrou armado no Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar um ministro e se suicidar em seguida. Depois, em entrevistas, ele revelou que se tratava de Gilmar Mendes.

Janot chegou acompanhado de um segurança e dois já o aguardavam na livraria. O ex-procurador não quis responder a questões de jornalistas, como sobre o momento em que ele atiraria em Gilmar Mendes durante uma sessão no STF, sendo que o ministro não estava em Brasília na data mencionada.

"Hoje é o dia do livro. Hoje, a palavra é escrita", respondeu ao chegar à livraria.

Janot ficou 1h10 dando autógrafos. Segundo a livraria, foram vendidos 43 exemplares do livro de Janot nesta noite de lançamento.

 

Janot autografa livro em São Paulo — Foto: Glauco Araújo/G1

Conteúdo

No livro, ele faz o relato do episódio, mas não menciona o nome do ministro. Mas em 26 de setembro, em entrevista aos jornais "O Estado de S. Paulo" e "Folha de S.Paulo" e à revista "Veja", o ex-PGR revelou que se tratava de Gilmar Mendes.

Segundo Janot, o episódio ocorreu em 2017, depois que ele apresentou um pedido de suspeição de Gilmar Mendes em um processo que tramitava no Supremo. Na ocasião, o então procurador-geral pediu a suspeição do ministro em casos relacionados ao empresário Eike Batista, porque a esposa dele – Guiomar Mendes – era sócia do escritório que defendia o empresário.

De acordo com o ex-PGR, Gilmar Mendes reagiu ao pedido de suspeição com um ofício enviado à presidência do STF no qual afirmava que a filha de Janot advogara para a empresa OAS em um processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

"Ele inventou uma história que a minha filha advogava na parte penal para uma empresa da Lava Jato. Minha filha nunca advogou na área penal. E aí eu saí do sério", disse Janot a "O Estado de S.Paulo".

Ele afirmou que após o episódio foi tomado por uma "ira cega" e decidiu matar o ministro. A intenção, segundo o relato, era atirar em Gilmar Mendes, antes do início de uma sessão do Supremo.

A declaração deixou atônitos os procuradores da antiga equipe de Janot no Ministério Público Federal.

Por essas declarações, o ministro do Supremo Alexandre de Moraes determinou em 27 de setembro a suspensão do porte de arma de Rodrigo Janot e o proibiu se aproximar de qualquer ministro do STF.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou na última quarta-feira (2) um requerimento para ouvir Rodrigo Janot. O requerimento é um convite, o que significa que Janot não será obrigado a comparecer à comissão.

Em nota divulgada nem 27 de setembro, Gilmar Mendes disse lamentar o fato de que "por um bom tempo, uma parte do devido processo legal no país ficou refém de quem confessa ter impulsos homicidas". O ministro disse ainda que está "surpreso" com a declaração de Janot, recomendou "ajuda psiquiátrica" ao ex-PGR e chamou plano de Janot de "tentações tresloucadas".

Gilmar Mendes afirmou que um "facínora" comandava a Procuradoria Geral da República.

"Eu fui no STF sempre um crítico dos métodos do procurador Janot. Divergências de caráter intelectual e institucional. Não imaginava que nós tivéssemos um potencial facínora comandando a Procuradoria-Geral da República. Imagino que todos aqueles que foram responsáveis por suas indicações - ele foi duas vezes PGR - devem estar hoje pensando nas suas altas responsabilidades de indicar alguém tão desprovido de condições para as funções", declarou.

 

Fonte:Assessoria


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