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Curso ensina a identificar Plantas Alimentícias Não Convencionais e utilizá-las na cozinha

Data da publicação: 07/11/2019 à00 09:30


O nome pode não remeter muito a algo apetitoso: Plantas Alimentícias Não Convencionais (Panc), mas o sabor, os nutrientes e a importância cultural desses ingredientes fazem toda a diferença no cotidiano de quem busca uma alimentação mais saudável. 

O jambu, por exemplo, também chamado de agrião do Pará, é muito consumido em Belém, mas em Campo Grande é pouco conhecido. De acordo com a empresária e estudiosa do assunto Márcia Chiad, as Panc dizem respeito não só às plantas mais exóticas, mas às diferenças culturais entre os estados do País. “O nome Panc foi cunhado pelo biólogo Valdely Kinupp, que fez uma longa pesquisa sobre plantas comestíveis, mas que não são usuais como a alface, que faz parte da nossa rotina alimentar”, explica Márcia.

A lista de plantas que são comestíveis e nem imaginamos é longa. Entre elas, está o ipê, árvore-símbolo de Mato Grosso do Sul. “Todas as flores que são comestíveis acabam recebendo essa nomenclatura porque não estamos acostumados a incluir na nossa alimentação”, ressalta Márcia.

PASSADO

De acordo com a empresária, essa pesquisa por plantas não convencionais trouxe diversas surpresas que ficaram no passado cultural do País. 

A ora-pro-nóbis, por exemplo, já foi muito consumida no passado e atualmente é mais popular em Minas Gerais, e a planta tem propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes, depurativas, revigorantes e regenerativas.

“Em feiras livres de Minas você já encontra, em restaurantes, porém, aqui ainda está começando”, ressalta.

Outra planta popular entre os avós e que agora está sendo redescoberta é a beldroega, que tem um sabor levemente ácido e salgado, que pode ser combinado com tomates cerejas. “Era uma planta que nossos avós comiam lá atrás e que nós deixamos de comer ao longo do tempo. Mas, se você perguntar para uma avó, ela vai confirmar que a planta era muito usada em omeletes”, frisa. 

CURSO

Para valorizar e difundir as Panc, haverá o encontro “Uma horta brotou em Campo Grande”, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-MS) e do Recanto das Ervas, da empresária Márcia Chiad, que inclui uma exposição de ervas, brotos, flores comestíveis e Panc, na Escola de Gastronomia localizada no Bairro Jardim dos Estados.

Nesta sexta-feira (8), a partir das 9h, acontecerá uma visita guiada com colheita, na horta do Recanto das Ervas, espaço de Márcia Chiad. O investimento é de R$ 40 e inclui a colheita de até oito itens do canteiro. 

No período diurno, especificamente das 16h às 19h, acontecerá a oficina “Uma horta brotou em Campo Grande”. O número de convites foi limitado a 15 vagas e o investimento é de R$ 150. 

No segundo dia (9 de novembro), das 9h às 16h30min, será a vez do curso “Jardinagem Gastronômica: ervas aromáticas do cultivo ao uso”. A oficina será realizada na horta Flor do Cerrado e o valor da inscrição é de R$ 275. Neste encontro, está incluso um almoço vegano, chá da tarde e apostila digital aos participantes. No domingo, 10 de novembro, o encontro será concluído com uma palestra e um almoço. 

Serviço: Convites e informações no Recantos das Ervas, localizado na Rua 13 de Junho, nº 1.592, Centro, ou pelo telefone (67) 3027-2080.

CHÁS

As Panc também incluem as ervas, que quando transformadas em chás podem auxiliar na melhora de vários aspectos do corpo.  

A melissa, por exemplo, é um ótimo calmante quando preparada por meio de infusão. Já o capim-cidreira auxilia na digestão de alimentos, enquanto a menta ajuda a diminuir problemas respiratórios. 

 

Fonte:Assessoria

 
 

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