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Tomate e banana puxam alta da cesta básica na Capital

Data da publicação: 07/11/2019 à00 10:33


Após três meses em queda a cesta básica de Campo Grande apresentou variação de 3,10% em outubro. Conforme a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a alta no conjunto de alimentos da Capital foi puxada pelo aumento nos preços do tomate, banana e leite de caixinha.

Com custo de R$ 409,30, a variação representou um aumento de R$ 12,32 em relação ao valor utilizado para aquisição dos itens alimentícios no mês de setembro. Foi a segunda variação mais expressiva de preços depois de um trimestre de quedas. Os itens que puxaram a alta dos preços em outubro foram o tomate com variação positiva de 23,13%, banana (12,25%), leite de caixinha (3,49%), carne bovina (1,90%) e farinha de trigo (1,73%). Em 12 meses, deste grupo a banana foi o único a ter variação positiva de preços (30,77%).

Os alimentos que registraram redução de preços no mês foram a manteiga (-4,99%), o café (-2,34%), o arroz (-1,45%), a batata (-1,36%)  e o açúcar cristal (-1,06%).  Entre os itens que apresentaram estabilidade nos preços estão o óleo de soja (0,00%), feijão carioquinha (0,00%) e pãozinho francês (0,00%). Os preços médios destes itens foram de R$ 4,71, R$ 11,25 e R$ 3,22, respectivamente. No acumulado de 12 meses, óleo, feijão e pão apresentaram, na ordem, variações de (0,26%), (48,56%) e (1,27%).

O preço médio de uma cesta ao longo dos dez meses foi de R$ 428,03. Considerando o período de janeiro a outubro de 2019, a oscilação foi negativa (-3,21%), mas é positiva (3,15%) no intervalo interanual-quando comparado outubro de 2018 e 2019. Em outubro do ano passado, a cesta básica para um indivíduo na Capital sul-mato-grossense teve custo de R$ 396,80, uma diferença de R$ 12,50 em relação à cesta atual.

Quando considerada uma família composta por dois adultos e duas crianças, a cesta familiar apresentou custo de R$ 1.284,08, um aumento de R$ 36,96 na comparação com o mês de setembro. O custo da cesta familiar apresentou uma equivalência de 1,23 vezes o salário mínimo bruto, aumento de 0,03 p.p. na comparação com o mês anterior. Já o nível de comprometimento do salário mínimo líquido para aquisição de uma cesta básica teve aumento em 1,34 p.p., uma vez que o percentual foi de 44,58% em outubro.

Para o conjunto de trabalhadores que recebem um salário mínimo, a jornada de  trabalho necessária para adquirir uma cesta básica foi de 90 horas e 14 minutos, aumento de 2 horas e 43 minutos em relação à setembro.

NACIONAL

No País, as altas mais expressivas foram registradas em Brasília (5,21%), Campo Grande (3,10%) e Goiânia (1,12%). As quedas mais importantes foram observadas em Natal (-3,03%) e João Pessoa (-2,34%).

A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 473,59), seguida por Porto Alegre (R$ 463,24), Rio de Janeiro (R$ 462,57) e Florianópolis (R$ 458,28). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 325,01) e Natal (R$ 341,90).

 

Fonte:Assessoria


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