Lula deve ir a Campo Grande para cúpula da COP15 e reforçar protagonismo do Brasil na agenda ambiental

Agenda prévia do Planalto indica presença do presidente no domingo, 22 de março, em evento fechado da Convenção sobre Espécies Migratórias; abertura oficial da conferência será no dia seguinte.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve desembarcar em Campo Grande no próximo domingo, 22 de março, para participar da cúpula de alto nível da COP15/CMS, conferência internacional sobre a conservação das espécies migratórias de animais silvestres. A informação consta na agenda prévia do Planalto e foi publicada pelo Midiamax. Segundo a apuração, Lula não deve permanecer na capital sul-mato-grossense para a abertura oficial do evento, prevista para a segunda-feira, 23 de março.

A cúpula de alto nível está prevista como um encontro reservado a autoridades dos 133 países-membros da Convenção sobre Espécies Migratórias. O formato também aparece no acordo oficial firmado para a realização da COP15 no Brasil, que prevê, além da conferência principal, um “segmento de alto nível” e eventos paralelos à margem da programação oficial.

A COP15 da CMS será realizada em Campo Grande entre 23 e 29 de março de 2026 e marcará a primeira vez que o Brasil sedia a conferência. O encontro reunirá governos, cientistas, organizações internacionais, povos indígenas, comunidades tradicionais e representantes da sociedade civil para discutir a proteção de espécies migratórias, seus habitats e suas rotas.

A escolha de Mato Grosso do Sul é considerada estratégica pelo governo federal por causa da ligação do estado com o Pantanal, um dos principais corredores ecológicos das Américas. Ao atrair chefes de Estado, autoridades diplomáticas e especialistas para Campo Grande, a COP15 também projeta o Brasil como protagonista nas negociações ambientais globais em 2026.

Nos bastidores, a eventual presença de Lula no domingo é tratada como um gesto político e simbólico de apoio à conferência, que deve colocar o país no centro do debate internacional sobre biodiversidade e conservação da fauna silvestre. Mesmo sem ficar para a abertura oficial, a participação do presidente na cúpula de alto nível tende a dar peso institucional ao evento antes do início formal das negociações.