O presidente nacional do PT, Edinho Silva, confirmou nesta terça-feira que o senador Rodrigo Pacheco não será candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de outubro. A declaração encerra meses de articulação do partido e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para construir um palanque forte no segundo maior colégio eleitoral do país.
Segundo Edinho, o PT trabalhava diretamente para viabilizar a candidatura de Pacheco, considerado o nome preferido de Lula para representar a base governista em Minas. No entanto, o senador decidiu não entrar na disputa estadual, obrigando o partido a reavaliar estratégias e abrir novas negociações com outras lideranças mineiras.
“Infelizmente, ele optou por não ser candidato. Reabrimos o diálogo em Minas Gerais e vamos construir uma candidatura forte para o presidente Lula”, afirmou Edinho em entrevista ao Warren Investimentos.
Apesar de nunca confirmar oficialmente uma pré-candidatura, Pacheco vinha sendo tratado como peça central do projeto petista em Minas. Em abril, ele deixou o PSD e se filiou ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, movimento interpretado como um possível passo rumo à disputa estadual.
Nos bastidores, porém, o senador já demonstrava cautela. Em declarações anteriores, citou outros nomes do campo político mineiro que poderiam compor uma chapa majoritária, entre eles a prefeita de Contagem, Marília Campos, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, o ex-vereador Gabriel Azevedo e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite.
De acordo com informações divulgadas pelo blog do jornalista Valdo Cruz, Pacheco comunicou recentemente a Edinho Silva que não disputaria o governo mineiro. Entre os motivos apontados estaria a possibilidade de uma futura indicação ao Tribunal de Contas da União (TCU), cenário que ganhou força nos bastidores políticos de Brasília.
Com a saída de Pacheco da corrida eleitoral, o PT avalia novos nomes para representar o grupo político de Lula em Minas Gerais. Um dos favoritos nas pesquisas é Alexandre Kalil, ex-prefeito da capital mineira. Outro nome citado nos bastidores é o do empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar. Filiado recentemente ao PSB mineiro, Josué já teria sido discutido dentro da cúpula do partido como possível alternativa para a disputa.
Até o momento, Rodrigo Pacheco não comentou publicamente a decisão de ficar fora da eleição para o governo de Minas Gerais.





