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Árvores ajudam a diminuir temperatura em diferentes regiões

Data da publicação: 21/09/2019 à00 09:44


Regiões que tem muitas árvores a disposição podem ter a temperatura diminuída. O efeito chamado conforto térmico ocorre em diferentes  regiões de Campo Grande, considerada a capital mais arborizada do Brasil,  e ganha destaque no Dia da Árvore, comemorado neste sábado (21).


Em dias de sol, a sensação é melhor em áreas arborizadas do que em regiões com pouca vegetação.
De acordo com o biólogo e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Geraldo Alves, esse fenômeno acontece graças a junção de várias fatores, como o sombreamento, aumento na umidade do ar e resfriamento do solo. 


A vegetação atenua a radiação solar e, consequentemente, o aquecimento do solo ou das construções, reduzindo a temperatura superficial. Através da evapotranspiração - perda de água para a atmosfera, causada pela transpiração das plantas -, as árvores também melhoram a umidade do ar.


“Elas funcionam como uma bomba. Captam a água que está no subsolo, repassam para as folhas e ‘jogam’ no ar”, explicou Alves ao Correio do Estado. Com isso a umidade do ar pode aumentar. “É um processo natural das árvores, para a manutenção dela própria, que acaba impactando no exterior”, disse. 
Por conta da amenização da temperatura e do aumento da umidade do ar, impactando diretamente na saúde das pessoas, a qualidade de vida da população melhora.


“Principalmente aqui em Campo Grande onde a gente geralmente tem altas temperaturas, com certeza melhora, por conta desse conforto térmico. Além do conforto estético, porque uma área com bastante árvores é bem mais bonita”, comentou o professor.

ARBORIZAÇÃO
Na Capital, de acordo com dados do Plano Diretor de Arborização Urbana, de 2010, a região do Aero Rancho é onde há maior quantidade de árvores, somando 5 mil exemplares. Em seguida aparece o setor das Moreninhas, com 4,9 mil, Centro-Oeste - 4,7 mil -, Universitário - 4,6 mil - e Nova Lima, com 4,2 mil.


A melhor situação, considerando o número de árvores por habitante, foi registrada na Chácara dos Poderes, com 0,92 árvores/habitante, cerca de 3,7 exemplar por pessoa.Já a situação mais crítica foi encontrada no Caiobá, que possui 0,10 árvores/habitante, com quase dez habitantes para cada árvore.


ESPÉCIES
O oiti é a árvore mais abundante nas áreas de passeio público do município, com 867 exemplares amostrados (18,35%), seguida do ficus, com 859 exemplares (18,18 %). As demais espécies que aparecem sem menor quantidade são sibipiruna, murta-de-cheiro, manga, monguba, resedá, sombreiro, aroeira-salsa e ipê-roxo.
O biólogo orienta para o plantio e manutenção corretos das árvores na área urbana, que podem danificar as construções e atrapalhar o crescimento sadio da espécie.


“Tem que evitar plantar embaixo de onde tem fiação elétrica ou muito perto do telhado. Escolher bem as espécies para não evitar prejuízos. Se caso não tiver condições, opte por plantar outra planta. Por exemplo, uma figueira tem muitas raízes, o que pode prejudicar o encanamento. Uma árvore muito grande atinge os fios e dependendo da madeira, se vem uma ventania, pode cair em cima da casa”, disse.


Ele também explicou que é importante adubar bem o local e evitar podas excessivas, tanto do topo, quanto da raiz. “O essencial é deixar a árvore crescer livre”, recomendou.

 

Fonte:Assessoria


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